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Kill Bill


Golpe dos cinco, Hattori Hanzo, a música do assobio, a roupa amarela. Elementos épicos que marcam a história de Kill Bill, filme do grande Quentin Tarantino, diretor, escritor e até ator.

Um dos filmes mais sangrentos da atualidade, Kill Bill conta com a história de a Beatrix Kiddo (Uma Thurman), conhecida também como “A Noiva” ou “Mamba Negra”, uma assassina de elite. A personagem, sedenta por vingança contra seu ex noivo, acorda de um coma de anos, e vai atrás dos responsáveis pelo motivo dessa sede tão grande de vingança: fora traída por Bill (David Carradine) e quase morta em pleno dia de seu casamento.

Uma faz parte de uma organização de assassinos no filme, e leva um tiro em sua cabeça quando Bill descobre que ela vai se casar com outro e pretende abandonar tudo, além de ser baleada em pleno treinamento do casamento, Beatrix ainda estava grávida de Bill.

O filme é uma referência, beirando a homenagem, ao estilo oriental, como os filmes do Bruce Lee, com cenas de luta com espadas, luta desarmada, muito sangue e muito glamour nos movimentos.

Para escrever um filme que possui referências tão diversas, Quentin se baseou em histórias de samurais, velho oeste, kung fu, até em mangás.

Nota-se visivelmente as referências aos filmes japoneses dos anos 80 através das cenas de ação, justamente pelos cortes e closes rápidos de câmeras. Além desse ponto marcante do filme, a trilha sonora é memorável.

O filme foi bastante criticado, e Tarantino foi acusado por diversos críticos de fazer um filme apenas com violência e sem uma história envolvente por trás de tudo aquilo, o que não é bem verdade, argumentando aqui com a vinda do terceiro filme da série. As cenas de carnificina e muito sangue são apenas janelas divertidas e emocionantes para se observar o decorrer da história.

O ótimo roteiro do filme dá características muito únicas ao seus personagens, como os representados por Daryl Hannah, Vivica Fox e Lucy Liu.

Bastardos Inglórios

Bastardos Inglórios
Quentin Tarantino roteirista, produtor e diretor do filme de ação “Bastardos Inglórios” – 2009 (Inglourious Basterds) surpreendeu mais uma vez ao conseguir prender a atenção de seus espectadores por 152 minutos, com seu estilo excêntrico, baseado em todo seu conhecimento cinematográfico. Ele vai à guerra com um filme energético, inteligente, em ritmo vibrante, combinando humor e violência, suspense e brutalidade. Tudo no filme é exagerado, os personagens caricatos, as cenas de mutilação, a velocidade da ação, o estilo dos cenários e a catarse da sequência clímax.
Tarantino apresenta seus personagens com base em alguns estereótipos já bem conhecidos pelos amantes do cinema. Ele incluiu em seu roteiro o americano caipira e grosseiro, os nazistas “arrumadinhos”, a francesa blasé e o inglês muito educado. Com essas escolhas, Tarantino garantiu a construção de seus personagens de forma bem simples ao entendimento e previsível.
O cenário da história tem início na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Laurent) vive momentos tenebrosos ao assistir sua família sendo dizimada pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Após uma conversa entre os personagens de Denis Menochet e Waltz, a jovem consegue escapar e foge para Paris, onde acaba se tornando dona de um cinema. Muda de identidade para se proteger dos nazistas já que era uma judia. Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) inferniza, junto com seus companheiros, também judeus, os nazistas. Esse grupo foi denominado, por seus inimigos, como Os Bastardos. Aldo e seu grupo se juntam à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. E os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança.
Frase: "Eu nunca freqüentei a escola de cinema. Eu freqüentei o cinema".
Globo de ouro e oscar
Indicado na categoria de Melhor Diretor, por seu trabalho em Inglourious Basterds - Bastardos Inglórios (2009).
Indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, por seu trabalho em Inglourious Basterds - Bastardos Inglórios (2009).

Resenha: Pulp Fiction


PULP FICTION:

É o segundo filme escrito e dirigido por Quentin Tarantino, foi lançado em 1994. Quando se fala o nome de Quentin Tarantino, esse é o filme mais associado a sua imagem, obtendo o maior índice de recall dos espectadores. É o seu filme mais popular e de maior sucesso.

Ano: 1994

Duração: 154 minutos

Genêro: Ação/Comédia/Drama

Trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=0AHETuK70Sc&feature=player_embedded

Sinopse:

Dois assassinos profissionais devem fazer cobrança para um gângster; um deles é forçado a sair com a garota do chefe, temendo passar dos limites; enquanto isso, boxeador se mete em apuros por ganhar luta que deveria perder. A história acontece narrada de três formas diferentes, apesar de serem entrelaçadas, e acontecem na maior parte do tempo através de conversas e monólogos que revelam as perspectivas de vida e o senso de humor dos personagens. O roteiro, assim como na maioria dos demais trabalhos de Quentin Tarantino, é apresentado fora da ordem cronológica.

O título do filme é uma referência as revistas Pulp, populares durante a metade do século XX e caracterizadas pela violência gráfica, diálogos ricos e diversos, com um mix irônico de humor e violência, além de narrativas não-cronológicas, alusões a outras produções cinematográficas e referências a cultura pop.

Elenco:

Amanda Plummer – Honey Bunny

Tim Roth – Pumpkin (Ringo)

Samuel L. Jackson – Jules Winnfield

John Travolta – Vincent Vega

Bruce Willis – Butch Coolidge

Ving Rhames – Marsellus Wallace

Uma Thurman – Mia Wallace

Harvey Keitel – The Wolf

Quentin Tarantino – Jimmie Dimmick

Resenha: Cães de Aluguel

Com o título original de Reservoir Dogs, Cães de Aluguel foi o primeiro longa-metragem do diretor Quentin Tarantino, lançado em 1992. No elenco desta famosa “bagunça proposital” estão atores como Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen e Seteve Buscemi. O filme, do gênero policial, conta a história de um grupo de assaltantes que se reencontra em um galpão abandonado, após um trabalho que deu errado. O clima de desconfiança mútua, devido a ideia de que havia um traidor dentre eles, faz com que se desenrole um conflito. A tensão é crescente e a medida que a história se desenvolve, vamos conhecendo melhor o que está por trás da não linearidade – muito original – do roteiro.

Cães de Aluguel conta com um roteiro brilhante, fruto da genialidade, originalidade e irreverência de Tarantino, representando uma “luz” para o cinema americano do início dos anos 90. Apesar de parecer uma trama densa, o longa concilia duas características contraditórias: violento e engraçado. Tarantino explora o humor negro e produz cenas trágicas, mas ao mesmo tempo hilariantes. E consegue fazer o público rir em meio a um banho de sangue memorável.

O roteiro, de uma originalidade marcante, pode ser tido como o ponto mais forte de Cães de Aluguel. São diálogos brilhantes, instigantes e muito peculiares. Basta imaginar um grupo de criminosos discutindo sobre o que Madonna, a diva do pop, quis dizer com a música ‘Like a Virgin’, ou ainda pensar em falas de um personagem que reclama do nome que recebeu para o trabalho. O roteiro deu a cada um dos personagens uma identidade muito forte – também devido a atuações excepcionais - além de tornar a trama policial em um filme prazeroso de ser visto.

Na direção, Quentin Tarantino não perde a pose de inovador e quebra absolutamente a linearidade da história. O diretor apresenta, porém, toda esta “bagunça” de uma forma muito natural, fazendo com que o espectador consiga acompanhar as ‘idas e vindas’ do roteiro. Tarantino combina longas tomadas com cortes rápidos, fazendo com que seja construído um filme dinâmico e nada cansativo. A trilha sonora, por sua vez, é um tesouro e ajuda a dar todo esse movimento à trama.

Seja pela desordem (nada aleatória), pelo sangue, pelo humor negro, pelas músicas, pelos diálogos ou pelo final épico, Cães de Aluguel é uma obra prima, que movimentou a indústria bilionária do cinema.